terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sobre o Espírito do Natal e a Passagem de Ano.

Para  finalizar:

Acredito que há muito se perdeu a verdadeira essência do espírito Natalino e o significado da passagem de Ano.
Hoje em dia deparamos com muitas wish-lists repletas de coisas lindas e maravilhosas que todos nós adoramos.
Entretanto, é visível para alguns, as mudanças que tanto o planeta como a Humanidade estão passando e sofrendo, por isso me omito em repetir ou descrever.
É importante, no Natal quando se comemora por algumas religiões a vinda do Cristo, por outras o nascimento do deus Sol e assim consecutivamente e independente da religião, entrarmos em sintonia com o Cosmos, com o Universo com o Deus maior Criador e agradecermos por tudo o que recebemos, pelas oportunidades, pelas pessoas, ainda que as tóxicas que servem para que possamos aprimorar e melhorar nosso espírito nossa conduta, vibrar uma onda de Amor, Paz, Saúde, Amizade, União pelo Planeta e seus habitantes encarnados e desencarnados, vibrarmos Luz para todas as Moradas da Casa do Pai ou para os Nove Oruns Sagrados...
Vibramos Saúde, Amor, Harmonia para todos os reinos: Animal, Vegetal e Mineral.
Orarmos e reverenciarmos nossos ancestrais, orixás, guardiões, anjos,mentores e protetores.
Utilizar o Ano Novo para nos humanizarmos novamente, entrando em sintonia com nossos semelhantes, tentando fazer nossa parte do Bem sem olhar a Quem e cobrar de Ninguém.
As mesas lidamente decoradas, as guloseimas, as flores e bebidas, as oferendas são todas maravilhosas, porém é necessário nesse momento também refazermos nossos votos de sermos melhores, úteis, e sobretudo humanos, caridosos e conscientes com que está ao lado.
Desejo um Natal onde o verdadeiro espírito da Fraternidade possa estar em cada coração e um Ano Novo  onde possamos renovar nossos votos e praticar a caridade e o bem, e sobretudo sermos útil ao planeta que vivemos.

Asé, Optcha, Namastê, Salaam Aleikum, Shalom,Shanti!

Ponche Cigano

Para Concluir as receitas que selecionei para o Final de ano, não poderia faltar o tradicionalíssimo Ponche Cigano.

Ingredientes:
1 garrafa de suco de uva
1 garrafa de extrato de groselha
1 vinho tinto de ótima qualidade
1 vinho branco de ótima qualidade
3 espumantes brancos de ótima qualidade
Gelo picado a gosto

Frutas maduras e doces em cubinhos:
- maçã vermelha
- cereja
- morango
-abacaxi
-pêssego
- uva rubi (inteira)

Modo de preparar
Em uma poncheira ou jarra misture todos os ingredientes (que você deverá calcular aproximadamente a quantidade conforme o seu gosto com mais ou menos frutas)  sirva bem gelado. 
Importante:  Os vinhos devem ser doces e suaves. Caso queira deixar o ponche mais alcoólico acrescente licor de menta ou aniz dá um toque super especial.

BOLO LIBANITZA (CIGANO)


3 e ½ xícaras de farinha de trigo com fermento (controlar)

2 xícaras de amido de milho
1 xícara de açúcar refinado
1 colherinha de essência de baunilha
3 ovos batidos
1 xícara de leite
100g de manteiga em temperatura ambiente
RECHEIO
1 lata de leite condensado
½ xícara de açúcar
1 colher de sopa de manteiga
3 ovos
1 colherinha de essência de baunilha
50g de queijo parmesão ralado
200g de ricota picada
50g de coco ralado desidratado


MODO DE PREPARO

1. Em uma vasilha misture farinha , amido, açúcar, baunilha e abra uma cova, junte a manteiga, ovos batidos e o leite, amasse inicialmente com a colher e depois com a mão até obter uma massa muito macia.
2. Junte mais farinha aos poucos, para ficar com consistência de massa de modelar, 
meio úmida, levemente grudenta.
3. Coloque em forma de abrir pequena (uns 30 cm de diâmetro).
4. Espalhe a massa no fundo e laterais da forma, até o topo da borda,
passe a mão pela farinha que ajuda a espalhar bem.
5. Bata todos os ingredientes do recheio no liquidificador aos poucos.
6. Coloque o recheio na forma sobre a massa.
7. Asse em forno pré-aquecido para dourar, temperatura média/baixa cerca de 40 minutos, vai sair líquida e só depois de fria é que fica em ponto de cortar desenformar e cortar.

PÃO COM FRUTAS

1 kg de farinha de trigo integral
2 tabletes de fermento biológico
2 copos duplos de água morna
1 xícara de óleo
1 colher de chá de sal natural
4 colheres de sopa de açúcar mascavo
1 xícara de frutas cristalizadas cortadas
em pedaços pequenos
½ xícara de uva passa

MODO DE PREPARAR
Dissolver o fermento na água morna,
acrescentar o açúcar, a farinha, o óleo e o sal.
Amassar bastante. Misturar as frutas
e dividir a massa em 2 partes iguais.
Untar 2 fôrmas e colocar a massa
que deve atingir a metade da
altura da fôrma. Cobrir
e deixar crescer por 3 horas.
Assar em forno quente.

MANJAR DE SANTA SARA

Esse Manjar é servido durante a Slava de Sara Kali , no dia 24 de maio, e pode também ser servido na passagem de Ano para louvar á Santa.

Leite de coco

Açúcar
1 fava de baunilha
Amido de milho
Coco ralado
Ameixas secas
Claras de ovos
Limão
MODO DE PREPARAR
Faz-se a receita , misturando os ingredientes e levando ao fogo brando para cozinhar, até que se faça um mingau consistente.
Depois disso , colocar numa forma de pudim, deixar esfriar e levar à geladeira até endurecer totalmente.
Quando desenformar , bater algumas claras em neve, acrescentando açúcar, 
caldo e raspa de limão branco.
Cobrir todo o manjar e levar rapidamente ao forno pré-aquecido para dourar.
Serve-se em seguida.


Para oferenda pessoal você deve acrescentar as claras em neve, cobrir com pétalas de flores brancas e levar ao mar, ascendendo as velas de virgem Sara, Santa Maria Salomé e Santa Maria Jacobé.
OBS: O manjar da oferenda deve ser recheado de pedidos de graça .

KOLACO (Pão Cigano)

Como já sabemos o pão é um alimento sagrado.
E este pão não deve ser cortado jamais com faca.
Deve ser repartido com as mãos entre todos os presentes.
Pois é servido pelos Romani nas Slavas ( festas comemorativas em louvor aos Santos) , 
batizados, casamentos e cerimõnias especiais.
A magia do pão é tão somente a intenção de quem o faz, a sua energia pessoal, por isso na hora de prepara-lo é bom estar com pensamentos bons e puros, pensando somente coisas boas.
É símbolo da vida, da harmonia e da amizade.
PARA 3 PÃES
1 quilo de farinha de trigo
1 litro de leite morno
50 gramas de fermento para pão
3 ovos inteiros
1 colher e meia de manteiga
sal a gosto
manteiga derretida
1 punhado de Erva-Doce
1 pouco de Cravo da Índia
Canela em casca.
MODO DE PREPARAR
Misture a farinha de trigo e o fermento dissolvido no leite morno. 
Acrescente os ovos e a manteiga, 
trabalhe a massa, sem sová-la.
Acrescente um punhado de cravo da índia, um punhado de erva doce e sal a gosto.
Deixe descansar coberta com um pano úmido, até crescer.
Depois forme três ou mais pães redondos, e coloque para assar em um tabuleiro untado e polvilhado com farinha de trigo. Decore os pães com cravos e canela em casca.
Derreta 3 colheres de manteiga e regue os pães. 
Deixe assar em forno pré aquecido a 250 graus, por 40 minutos.
Caso ao final deste tempo ainda não estejam dourados e crescidos, 
mantenha-os no forno até que fiquem prontos.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Árvore de Natal - Paganismo

"Não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve origem na pagã Brumália (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17 a 24 de dezembro) e comemorava o nascimento do deus sol, no dia mais curto do ano.

As festividades pagãs de Saturnália e Brumália estavam demasiadamente arraigadas nos costumes populares para serem suprimidos pela influência cristã. Essas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância. Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam a seus irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade pagã.

Recordemos que o mundo romano havia sido pagão. Antes do século 4o os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, e eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. Porém, com a vinda do imperador Constantino (no século 4o) que se declarou cristão, elevando o cristianismo a um nível de igualdade com o paganismo, o mundo romano começou a aceitar este cristianismo popularizado e os novos adeptos somaram a centenas de milhares.

Tenhamos em conta que esta gente havia sido educada nos costumes pagãos, sendo o principal aquela festa idólatra de 25 de dezembro. Era uma festa de alegria [carnal] muito especial. Agradava ao povo! Não queriam suprimi-la."

Fonte: The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge